segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cidade das Fontes: XVIII - Fontanário de Novainho


Fontanário de Novainho
(outras fotografias)
Ano de Construção: 1940
Freguesia: Gualtar
Água: abundante, de torneira, e potabilidade desconhecida
Estado de Conservação (de 1 a 5): 4
Data da Visita: 10 de Abril de 2011

 
A primeira e mais básica função das fontes e idênticas construções é/foi, logicamente, a do abastecimento de água à população. Actualmente, sobretudo nas últimas três décadas, a evolução dos sistemas municipais de abastecimento de água (marca inquestionável do desenvolvimento de uma sociedade), bem como o simples desrespeito pelo património e outros factores, resultaram num desinteresse votado sobretudo às fontes cuja função primordial era justamente a de fornecer água para consumo.
Ora, o Fontanário de Novainho, em Gualtar, não deixa qualquer dúvida acerca da sua função pois, quem passa justamente pela Rua de Novainho, em frente ao que resta da Quinta de Novainho, ao longo da Grande Rota 117 nas imediações da antiga via romana XVIII de Astorga a Braga, numa zona em que três freguesias se encontram – Tenões, Este-São Pedro e Gualtar, atinge um cruzamento onde se situa o fontanário em questão, que surge recatado mas suficientemente à vista para impelir o transeunte a abrir a torneira e a refrescar-se.


História
Este fontanário foi construído em 1940, conforme nele está inscrito, talvez pela Junta de Freguesia (embora ainda não tenhamos registos que o confirmem). Localizado ao longo dum caminho municipal que, até há menos de dez anos (até à abertura da Variante do Fojo), era a única alternativa à estrada nacional 103 (Braga-Chaves) que passa a umas poucas centenas de metros, sobranceira ao mencionado caminho municipal, este fontanário terá sido construído com a intenção de abastecer de água a população residente na zona (à altura, rural e essencialmente agrícola e com habitações esparsas) e, talvez sobretudo, quem passava pelo caminho que liga a cidade de Braga às freguesias a Este (Este-São Pedro e Este-São Mamede), e à Serra do Carvalho.

Construção
O fontanário consiste num conjunto de duas lajes: uma em posição vertical e outra, mais pequena, de forma aproximadamente cúbica, servindo de base para qualquer recipiente que se deseja encher de água. Ambas as lajes são de rocha granítica. Na primeira, está incrustada uma torneira e inscrita a data da construção.

 
Água
A água, actualmente, poderá ser fornecida pela rede pública de abastecimento. Se assim o for, é potável e de qualidade reconhecida. Por outro lado, pode provir de uma nascente das redondezas, dado que é uma zona extremamente abundante em água.

 
Hoje em dia
O fontanário está bem conservado, aparentando ter sido alvo de limpeza, e até talvez remodelação, recente. Pelo facto, regozijamo-nos, dado representar uma "pedrada no charco", no modo de conservação destas construções que se vai verificando nos nossos dias.
Situando-se ao longo dum caminho que é, ainda, agradável para caminhadas e passeios de bicicleta, cumpre também o objectivo de refrescar os passeantes e, além disso, é um elemento delicioso na pitoresca imagem em que se enquadra o próprio fontanário em conjunto com algumas antigas (e, infelizmente, em ruínas) casas de quintas que compõem o cruzamento onde se situa.

Observação: a título de curiosidade, partilhamos uma ligação que descobrimos aquando da nossa pesquisa, que contém uma receita de "Bacalhau à Novainho" que, segundo o respectivo sítio da internet, "era servido, em Setembro, aos vindimadores, na Quinta do Novainho, em Braga"



Bibliografia

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