sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Cometa Halley na Capela dos Coimbras?


O blogue “Alfarrabios de Braga”, divulga hoje uma interessante fotografia, onde se parece observar a Casa dos Coimbras, antes de ter sido demolida e construída do outro lado da rua, com a preservação das janelas manuelinas. Esta fotografia, motivou-me tentar lançar a discussão sobre algo que me gera curiosidade há muito tempo, o catavento da capela dos Coimbras.
Como certamente muitos já repararam, este catavento diferencia-se dos restantes existentes nos topos das igrejas de Braga, tanto pelas suas dimensões, como pela sua forma. Nele parece estar representado, um sol com uma cauda. A hipótese que me surgiu, tendo em vista identificar a origem de tal representação, foi ela estar relacionada com algum cometa, cometa esse que seria visível nos céus do hemisfério norte a quando da sua construção.
O cometa mais frequente nos céus do hemisfério norte é o cometa Halley, com passagens periódicas pelos nossos céus de 76 em 76 anos, tendo passado pela última vez em 1985. Existem na História diversos relatos da sua observação, sendo a mais antiga de 200 a.C., tendo sido observado também em 1531.
A Capela dos Coimbras (também designada Capela da Nossa Senhora da Conceição ou Capela do Senhor Morto), foi edificada no século XVI, entre 1525 e 1528. Partindo do principio que aquele catavento fazia parte da construção da capela no século XVI, pressuposto admissível, uma vez que existem imagens de cataventos na arquitetura religiosa portuguesa anteriores a 1525, é possível que nele esteja representado o cometa Halley, tendo sido o catavento colocado pelo menos três anos depois da conclusão da capela.
O que acabei de descrever, baseia-se apenas numa aparente concordância de datas, partindo do pressuposto que o catavento já fazia parte da referida capela no século XVI, algo que não tenho meios de comprovar. Estou portanto aberto e agradecido, a críticas e correções a esta hipótese aqui levantada.

Bibliografia:
CATAVENTOS, UM PATRIMÓNIO ESQUECIDO - JOSÉ MANUEL PRISTA

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Opinião: "O Feriado do 1º de Dezembro", por Nuno Filipe Alpoim

Ponto prévio: inicio hoje a partilha de opiniões pessoais minhas, aqui no blogue que, juntamente com o José Gusman Barbosa, vou construindo. Esta primeira intervenção é composta por uma intensa crítica, bem como por um apelo à valorização do patriotismo.



O feriado do 1º de Dezembro
por Nuno Filipe Alpoim

Obelisco comemorativo da restauração da independência, em Lisboa.
Fonte: Wikipedia.








Hoje é feriado. Há 371 anos, Portugal, após uns humilhantes 60 anos, libertou-se de Castela. Olivença também se libertou. Agora, segundo consta, pretende-se acabar com este feriado, em vez de, pelo contrário, se aplicarem no sentido de enaltecer este dia!

Mais: justifica-se o processo quase responsabilizando a... Igreja! Vai-se lendo que "a Igreja está disposta a abdicar de dois feriados, se o Governo abdicar de dois também". TODOS os feriados são nacionais. Não são propriedade nem da Igreja nem do Governo, apenas do País e do Povo Português. Tanto o Governo como a Igreja ficam muito mal neste retrato!

Não alinho em ideias bacocas segundo as quais "hoje já não tem significado", "ninguém já quer saber disso", "mais valia sermos espanhóis" ou comentários abjetos como estes.

Alternativas? Acabassem antes com o 1 de Janeiro, com a Páscoa, com o Natal ou, como Lisboa e Porto tiveram tolerância para receber o papa, acabassem com os feriados municipais desses concelhos. Obviamente que o que escrevi na anterior frase foi por provocação e não concordaria, jamais, com tais medidas.

Alternativas mesmo?
Em primeiro lugar, discordo terminantemente da eliminação de feriados. Mas, caso cedesse, julgo que mais valia que se obrigasse a trabalhar dois sábados (e que arcassem com a responsalidade política dessa opção que, tal como a eliminação de feriados, poderá ser apenas a abertura da "caixa de Pandora").

Na pior das hipóteses, lançassem esta medida de forma temporária, "até a economia começar a crescer consolidadamente" e escolhendo outros feriados (até porque, como muito bem observou o José Gusman Barbosa, no próximo ano o 1º de Dezembro será a um Sábado e, no ano seguinte, a um Domingo).
Mas nunca, nunca, se poderá admitir tamanho desprestígio duma data fundamental da história portuguesa, brasileira, holandesa, angolana (por acontecimentos históricos ocorridos em consequência do 1º de Dezembro de 1640), entre outras.

Tenham vergonha: atual governo e os mudos partidos da oposição!
Assumam as responsabilidades: comunicação social calada e povo adormecido e que aceita passivamente a manipulação a que é sujeito.
Acordemos. Sejamos patriotas. Nunca xenófobos, mas sempre PATRIOTAS!

Numa altura em que convocam o povo para enormes sacrifícios, em nome do país, dá-se "tiros nos pés" não respeitando fatores de união e motivação por via da consciencialização da ideia pela qual estamos na mesma "equipa", por indesmentíveis fatores históricos!

O que referi para o 1º de Dezembro, vale, em grande parte, para o 25 de Abril, para o 5 de Outubro e, claro, para o 10 de Junho! E para o 24 de Junho em Braga e todos os feriados municipais. Inalienáveis.

VIVA PORTUGAL! Portugal que não se superioriza aos outros nem tem intenções imperialistas, mas um Portugal que se deve orgulhar de quase 900 anos de história e que deve alimentar os rituais que o celebram, além de dever primar pela manutenção da sua soberania, numa Europa plural e unida, mas que busca as vantagens da diversidade!
VIVA O 1º DE DEZEMBRO!  



BIBLIOGRAFIA

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Opinião: "Alguém se importa de defender o Minho? (Se não der muito incómodo é claro)", por José Gusman Barbosa

Alguém se importa de defender o Minho? (Se não der muito incómodo é claro)
por José Gusman Barbosa

ImagemEncontrei esta tabela no forum "Bracarae Auguste", tendo tido o cuidado de verificar os dados no sitio do INE. Estes dados mostram, que num quadro geral do aumento total dormidas no continente, se verifica um aumento de dormidas no Porto, enquanto por outro lado, o número de dormidas no no Minho, sofre uma diminuição significativa.

É impossível dissociar estes dados, da reorganização das regiões de turismo levada a cabo há poucos anos atrás, e que levou a que o Minho tivesse sido inserido numa região de turismo em que o polo dominante é o Porto.

Nesta, como em tantas outras vezes ao logo dos anos, falta quem defenda Braga e o Minho, contra o poder hegemónico do Porto e a sua forte influência sobre o poder central em Lisboa.

É indispensável, que nós minhotos, nos deixemos de rivalidades bacocas, para juntos defendermos o que é essencial.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bom Jesus na comunicação social.

Parece que finalmente a comunicação social dá alguma atenção ao Bom Jesus do Monte. Esperemos que longe já estejam os tempos de esquecimento, a que o Bom Jesus foi sujeito, e que levaram ao ridículo de este nem sequer ter feito parte dos setenta e sete candidatos a  "sete maravilhas de Portugal".

No próximo sábado, a ir para o ar ao 12:10 o programa da TSF "Encontros com o Património" será sobre o Bom Jesus. Também o suplemento Fugas, do jornal Publico, tem na sua edição online uma reportagem sobre este imponente santuário.

Que continue a ser trilhado o caminho para vermos o Bom Jesus, classificado como Património Mundial!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Choveu muito ontem?



Enquanto no dia de ontem (dia 26 de outubro),tentava fugir ao trânsito, dei por mim a pensar que nunca tinha visto tanta chuva junta num só dia na cidade de Braga. Movido pela curiosidade, fui hoje procurar dados históricos sobre a precipitação em Braga, e já tinha chovido bem mais, ainda que chuva assim seja coisa rara.  Vejamos:


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cidade das Fontes: XXI - Antiga Fonte de Dadim - ACTUALIZAÇÃO (1ª)

Do nosso leitor JMTinoco, recebemos a informação que aqui transcrevemos, informação essa que conta a História desta Fonte, assim como a enquadra no contexto de outras fontes da freguesia de Nogueiró.
"A foto representa um dos fontenários que a população construiu na decada de 70 para abastecer diversos lugares da freguesia. Ao todo construíram-se 7. sendo um grande melhoramento para a época a população ques mais e não descansou enquanto não teve água em suas casas. Com a conclusão da rede de abastecimento de água ao domicilio que ocorreu no ano de 1987, os fontenários ficaram obsoletos e sem utilidade, pelo que os responsáveis resolveram desactivá-los aproveitando a água para reforço da rede domiciliária, até porque a água não era tratada. Os fontenários sem qualquer valia artística nunca foram retirados, mas ficaram inutilizados. No entanto as verdadeiras fontes públicas e com história mantem-se em diversos locais da freguesia de Nogueiró e nomeadamente no lugar de Dadim a 20 metros deste lugar onde se encontra a "Fontinha" que essa sim dá apoio ao trilho dos 2 montes."

Ao referido leitor agradecemos a pertinente informação.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cidade das Fontes: XXII - Fonte do Mundo

Fonte do Mundo
(outras fotografias)
Ano de Construção: Século: XVIII ?
Freguesia: São Vicente
Estado da Água: Água corrente e de potabilidade desconhecida
Estado de Conservação (de 1 a 5): 2
Coordenadas: 41º33.476’N    8º25.243’O
Data da Visita: 1 de Abril de 2011

Quando conjuntamente com os outros titãs, Atlas atacou Zeus no Olímpo, não imaginou o castigo que lhe estava destinado, depois de vencer a batalha Zeus decidiu castigar os seus inimigos, a Atlas coube-lhe o castigo de carregar a esfera celeste, para toda a eternidade. Como se não bastasse o martírio de carregar tal peso até aos fins dos tempos, Atlas foi também sujeito ao esquecimento e vandalismo, enquanto jorrando água pela boca, é figura central de uma das mais bonitas fontes da cidade de Braga, situada no lugar das Fontainhas, na freguesia de São Vicente.