quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Opinião: "O Feriado do 1º de Dezembro", por Nuno Filipe Alpoim

Ponto prévio: inicio hoje a partilha de opiniões pessoais minhas, aqui no blogue que, juntamente com o José Gusman Barbosa, vou construindo. Esta primeira intervenção é composta por uma intensa crítica, bem como por um apelo à valorização do patriotismo.



O feriado do 1º de Dezembro
por Nuno Filipe Alpoim

Obelisco comemorativo da restauração da independência, em Lisboa.
Fonte: Wikipedia.








Hoje é feriado. Há 371 anos, Portugal, após uns humilhantes 60 anos, libertou-se de Castela. Olivença também se libertou. Agora, segundo consta, pretende-se acabar com este feriado, em vez de, pelo contrário, se aplicarem no sentido de enaltecer este dia!

Mais: justifica-se o processo quase responsabilizando a... Igreja! Vai-se lendo que "a Igreja está disposta a abdicar de dois feriados, se o Governo abdicar de dois também". TODOS os feriados são nacionais. Não são propriedade nem da Igreja nem do Governo, apenas do País e do Povo Português. Tanto o Governo como a Igreja ficam muito mal neste retrato!

Não alinho em ideias bacocas segundo as quais "hoje já não tem significado", "ninguém já quer saber disso", "mais valia sermos espanhóis" ou comentários abjetos como estes.

Alternativas? Acabassem antes com o 1 de Janeiro, com a Páscoa, com o Natal ou, como Lisboa e Porto tiveram tolerância para receber o papa, acabassem com os feriados municipais desses concelhos. Obviamente que o que escrevi na anterior frase foi por provocação e não concordaria, jamais, com tais medidas.

Alternativas mesmo?
Em primeiro lugar, discordo terminantemente da eliminação de feriados. Mas, caso cedesse, julgo que mais valia que se obrigasse a trabalhar dois sábados (e que arcassem com a responsalidade política dessa opção que, tal como a eliminação de feriados, poderá ser apenas a abertura da "caixa de Pandora").

Na pior das hipóteses, lançassem esta medida de forma temporária, "até a economia começar a crescer consolidadamente" e escolhendo outros feriados (até porque, como muito bem observou o José Gusman Barbosa, no próximo ano o 1º de Dezembro será a um Sábado e, no ano seguinte, a um Domingo).
Mas nunca, nunca, se poderá admitir tamanho desprestígio duma data fundamental da história portuguesa, brasileira, holandesa, angolana (por acontecimentos históricos ocorridos em consequência do 1º de Dezembro de 1640), entre outras.

Tenham vergonha: atual governo e os mudos partidos da oposição!
Assumam as responsabilidades: comunicação social calada e povo adormecido e que aceita passivamente a manipulação a que é sujeito.
Acordemos. Sejamos patriotas. Nunca xenófobos, mas sempre PATRIOTAS!

Numa altura em que convocam o povo para enormes sacrifícios, em nome do país, dá-se "tiros nos pés" não respeitando fatores de união e motivação por via da consciencialização da ideia pela qual estamos na mesma "equipa", por indesmentíveis fatores históricos!

O que referi para o 1º de Dezembro, vale, em grande parte, para o 25 de Abril, para o 5 de Outubro e, claro, para o 10 de Junho! E para o 24 de Junho em Braga e todos os feriados municipais. Inalienáveis.

VIVA PORTUGAL! Portugal que não se superioriza aos outros nem tem intenções imperialistas, mas um Portugal que se deve orgulhar de quase 900 anos de história e que deve alimentar os rituais que o celebram, além de dever primar pela manutenção da sua soberania, numa Europa plural e unida, mas que busca as vantagens da diversidade!
VIVA O 1º DE DEZEMBRO!  



BIBLIOGRAFIA

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Opinião: "Alguém se importa de defender o Minho? (Se não der muito incómodo é claro)", por José Gusman Barbosa

Alguém se importa de defender o Minho? (Se não der muito incómodo é claro)
por José Gusman Barbosa

ImagemEncontrei esta tabela no forum "Bracarae Auguste", tendo tido o cuidado de verificar os dados no sitio do INE. Estes dados mostram, que num quadro geral do aumento total dormidas no continente, se verifica um aumento de dormidas no Porto, enquanto por outro lado, o número de dormidas no no Minho, sofre uma diminuição significativa.

É impossível dissociar estes dados, da reorganização das regiões de turismo levada a cabo há poucos anos atrás, e que levou a que o Minho tivesse sido inserido numa região de turismo em que o polo dominante é o Porto.

Nesta, como em tantas outras vezes ao logo dos anos, falta quem defenda Braga e o Minho, contra o poder hegemónico do Porto e a sua forte influência sobre o poder central em Lisboa.

É indispensável, que nós minhotos, nos deixemos de rivalidades bacocas, para juntos defendermos o que é essencial.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bom Jesus na comunicação social.

Parece que finalmente a comunicação social dá alguma atenção ao Bom Jesus do Monte. Esperemos que longe já estejam os tempos de esquecimento, a que o Bom Jesus foi sujeito, e que levaram ao ridículo de este nem sequer ter feito parte dos setenta e sete candidatos a  "sete maravilhas de Portugal".

No próximo sábado, a ir para o ar ao 12:10 o programa da TSF "Encontros com o Património" será sobre o Bom Jesus. Também o suplemento Fugas, do jornal Publico, tem na sua edição online uma reportagem sobre este imponente santuário.

Que continue a ser trilhado o caminho para vermos o Bom Jesus, classificado como Património Mundial!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Choveu muito ontem?



Enquanto no dia de ontem (dia 26 de outubro),tentava fugir ao trânsito, dei por mim a pensar que nunca tinha visto tanta chuva junta num só dia na cidade de Braga. Movido pela curiosidade, fui hoje procurar dados históricos sobre a precipitação em Braga, e já tinha chovido bem mais, ainda que chuva assim seja coisa rara.  Vejamos:


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cidade das Fontes: XXI - Antiga Fonte de Dadim - ACTUALIZAÇÃO (1ª)

Do nosso leitor JMTinoco, recebemos a informação que aqui transcrevemos, informação essa que conta a História desta Fonte, assim como a enquadra no contexto de outras fontes da freguesia de Nogueiró.
"A foto representa um dos fontenários que a população construiu na decada de 70 para abastecer diversos lugares da freguesia. Ao todo construíram-se 7. sendo um grande melhoramento para a época a população ques mais e não descansou enquanto não teve água em suas casas. Com a conclusão da rede de abastecimento de água ao domicilio que ocorreu no ano de 1987, os fontenários ficaram obsoletos e sem utilidade, pelo que os responsáveis resolveram desactivá-los aproveitando a água para reforço da rede domiciliária, até porque a água não era tratada. Os fontenários sem qualquer valia artística nunca foram retirados, mas ficaram inutilizados. No entanto as verdadeiras fontes públicas e com história mantem-se em diversos locais da freguesia de Nogueiró e nomeadamente no lugar de Dadim a 20 metros deste lugar onde se encontra a "Fontinha" que essa sim dá apoio ao trilho dos 2 montes."

Ao referido leitor agradecemos a pertinente informação.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cidade das Fontes: XXII - Fonte do Mundo

Fonte do Mundo
(outras fotografias)
Ano de Construção: Século: XVIII ?
Freguesia: São Vicente
Estado da Água: Água corrente e de potabilidade desconhecida
Estado de Conservação (de 1 a 5): 2
Coordenadas: 41º33.476’N    8º25.243’O
Data da Visita: 1 de Abril de 2011

Quando conjuntamente com os outros titãs, Atlas atacou Zeus no Olímpo, não imaginou o castigo que lhe estava destinado, depois de vencer a batalha Zeus decidiu castigar os seus inimigos, a Atlas coube-lhe o castigo de carregar a esfera celeste, para toda a eternidade. Como se não bastasse o martírio de carregar tal peso até aos fins dos tempos, Atlas foi também sujeito ao esquecimento e vandalismo, enquanto jorrando água pela boca, é figura central de uma das mais bonitas fontes da cidade de Braga, situada no lugar das Fontainhas, na freguesia de São Vicente.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cidade das Fontes: XXI – Antiga Fonte de Dadim


Antiga Fonte de Dadim (outras fotografias)
Ano de Construção: ???
Freguesia: Nogueiró
Água: N/A (seca)
Estado de Conservação (de 1 a 5): 1
Coordenadas:   41º32.814'N    8º22.855'O
Data da Visita: 10 de Abril de 2011

 
É por demais evidente a extrema abundância de água que ocorre no Monte Sameiro e áreas limítrofes, sendo, aliás, um factor que potencia essa área como o coração de um hipotético parque natural a reconhecer, criar e desenvolver no concelho de Braga e concelhos vizinhos. As encostas verdejantes desses montes, embora hoje pejadas quase por completo de espécies invasoras, mascarando-as com uma triste e assassina paisagem australiana, são a marca disso mesmo. Como tal, são inúmeras as ribeiras, os charcos, as minas e os fontanários que povoam as freguesias em que se localiza tão graciosa área.
Em plena encosta, numa das mais altaneiras zonas a que a urbanização chegou, mas ainda perto da cada vez menor mancha verde, encontra-se o lugar de Dadim (antiga freguesia de São Romão de Dadim, "absorvida" por São Salvador de Nogueiró, em 1665, a pedido dos habitantes de ambas as freguesias, conforme esta ligação), lugar situado na Freguesia de Nogueiró. Muita gente conhece este lugar por ais e situar a Piscina e o Pavilhão Desportivo de Nogueiró. Mas, a 200 metros dos referidos equipamentos, em frente à paragem dos autocarros, num pequeno largo (que oferece a possibilidade de se virar para uma zona com um antigo estradão ligando a uma quinta particular), surge a antiga Fonte de Dadim... Hoje tristemente transformada num mero banco!